segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MAURIZIO CATTELAN

Maurizio Cattelan é um artista italiano, nascido em Pádua, Itália, em 1960. Ele é provavelmente mais conhecido por suas satíricas e controversas esculturas, particularmente La Nona Ora (A Nona Hora), representando o Papa João Paulo II atingido por um meteorito.
Autodidata Cattelan não frequentou escola de arte. Ele começou sua carreira em Forlì (Itália) fazendo móveis de madeira na década de oitenta, onde veio a conhecer alguns designers como Ettore Sottsass. Ele fez um catálogo de sua obra que ele enviou para galerias. Esta promoção deu-lhe uma abertura em termos de design e arte contemporânea. Ele criou uma escultura de um avestruz com a cabeça enterrada no solo, usou um traje com uma cabeça gigante de Picasso, e fixou, com fita, um galerista de Milão em uma parede. Durante este período, ele também criou a Fundação Oblomov.
Mais recentemente, Cattelan assumiu o papel do curador. Ele reside no East Village de Nova Iorque, mas mantém raiz em Milão. Ele criou uma revista chamada "Permanent Food"que inclui imagens roubadas de outras revistas.
Brilhante, genial e debochado... fantástico a meu simples e singelo ver.
Marcos.


ARQUITETURA: ARTACHO JURADO

Um pouco de brilhantismo em nossas vidinhas medíocres, rs...

Dá-lhe Artacho Jurado:

"João Artacho Jurado (1907-1983) foi um arquiteto e empresário paulista, proprietário da Construtora Monções. Foi responsável pela construção de diversos edifícios residenciais nacidade de São Paulo, principalmente na região de Higienópolis.
João Artacho começou a trabalhar na década de 1930 e sua produção se aprofundou nas décadas de 40 e 50. Apesar de não ser arquiteto, Artacho Jurado idealizava os prédios e pedia para algum arquiteto assinar as plantas. Artacho não frequentou escolas pois seu pai, que era anarquista, se recusava a deixar seu filho jurar a bandeira, cerimônia obrigatória nas escolas da época.
Sua arquitetura reflete os sonhos hollywoodianos do pós-guerra em uma mistura de estilos e linguagens: o moderno, o nouveau, o déco e o clássico. Visando a classe média-alta e alta, seus edifícios eram projetados com uma série de serviços e opções de lazer: piscina, terraço com bar na cobertura, onde eram promovidas as festas de inauguração.
Constantemente fiscalizado pelo CREA, nas placas de suas obras seu nome não podia figurar em tamanho maior do que o nome do engenheiro responsável. No entanto, Artacho Jurado dificilmente obedecia à imposição, aumentando a ira de alguns arquitetos, que consideravam ultrajante sua atuação profissional, visto que ele não era arquiteto formado.
O reconhecimento de suas obras foi tardio, uma vez que nunca lhe foi permitido assiná-las."















Abraço afetivo a todos,
Marcos.

P.S.: Dedico essa postagem a meu amigo fofis, Renato, que mora no Edíficio Planalto, projetado pelo Artacho Jurado.

domingo, 15 de janeiro de 2012

YOUR SONG - GORGEOUS...

Saudades...
Nostalgia...
Alegria...
Sometimes we cry
Sometimes we smile
Life?
Death?
I wanna be found
I WANNA OUR SONG...






Your Song

It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live

If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you

And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world

I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on

So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen

And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world

I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world


Sua Canção

É um tanto engraçado este sentimento interior
Eu não sou do tipo de pessoa que consegue esconder facilmente
Não tenho muito dinheiro, mas garoto, se eu tivesse
Compraria uma grande casa onde nós dois poderíamos viver

Se eu fosse um escultor, mas poxa, não sou
Ou um homem que faz poções em um circo
Eu sei que não é muito, porém é o melhor que eu posso fazer
Meu presente é minha canção e esta é para você

E você poderá contar para todo o mundo que esta é sua canção
Talvez ela seja bastante simples, mas agora que está terminada
Eu espero que você não se importe
Que eu tenha colocado em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

Me sentei no telhado e retirei o musgo
Bem... alguns dos versos me colocaram em uma encruzilhada
Mas o sol estava adorável enquanto eu escrevia esta canção
É para pessoas como você, que a mantém viva

Então perdoe-me se eu esquecer, mas estas coisas eu faço
Perceba que esqueci, se são verdes ou são azuis
De qualquer maneira, bom... o que eu realmente quero dizer
É que seus olhos são os mais doces que já vi.

E você poderá contar para todo o mundo que esta é sua canção
Talvez ela seja bastante simples, mas agora que está terminada
Eu espero que você não se importe
Que eu tenha colocado em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

Eu espero que você não se importe
Que eu tenha colocado em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

Abraço afetivo a todos,
Marcos. 

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO-DRUMMOND

Ai... Drummond...
Saudades de meu mestre Drummond...
Nostálgico? Moi?
Quiçás com saudades de seres pensantes e sensíveis...


A incapacidade de ser verdadeiro - Carlos Drummond de Andrade

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. 
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. 
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: 
- Não há nada a fazer, Dona Colo. Este menino é mesmo um caso de poesia.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A incapacidade de ser verdadeiro. Em: Poesia e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Abraço incapaz de ser verdadeiro, ou melhor, poético a todos,
Marcos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

NON, JE NE REGRETTE RIEN - ÉDITH PIAF

Um pouco de muzca em FRANÇAIS...


Non, Je Ne Regrette Rien - Édith Piaf

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayé les amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!

Não, Eu Não Me Arrependo de Nada

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo tanto faz!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado!

Com minhas lembranças
Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus temores
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo tanto faz!

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

Abraço francesim a todos,
Marcos. 


GEORGES PEREC+AS COISAS

A banalidade que diz o que somos

Leitor de Marcel Mauss, escritor aplicou seu método para descrever casal que sonha ser rico em seu livro

14 de janeiro de 2012

SÉRGIO MEDEIROS
O francês Georges Perec (1936-1982) tinha grande interesse em classificações. Era inevitável, portanto, que um belo dia se pusesse a classificar seus próprios livros, dividindo-os em diferentes categorias, sob a forma de exercício crítico escrupuloso, pelo menos na aparência. No volume póstumo Penser/ Classer (1985), o autor afirma que nunca escreveu dois livros iguais, pois não apreciava repetir uma fórmula, um sistema ou um procedimento já utilizado num livro anterior. Era, em suma, um autor sistematicamente versátil, que produziu textos tão diferentes entre si quanto La Disparition (ainda inédito em português) e A Vida - Modo de Usar (já publicado no Brasil pela Companhia das Letras), para citar dois dos mais importantes romances do autor, que mereceu em vida a reputação de ser um tipo de computador ou de máquina de produzir textos, conforme ele mesmo lembra em Notes sur ce que je cherche.
Numa leitura retrospectiva, Perec descobriu que essa produção tão variada (durante uma carreira curta publicou muitos títulos, alguns poucos já traduzidos para o português) podia ser agrupada em quatro campos diferentes, ou quatro modos de interrogação, como ele sugere: o sociológico, o autobiográfico, o lúdico e, finalmente, o romanesco, termo que traduz seu gosto por histórias e peripécias. O romance de estreia do autor, As Coisas, que sai agora em português numa tradução de Rosa Freire d'Aguiar, se encaixaria, segundo Perec, na primeira categoria, a de interrogação sociológica, embora, evidentemente, também tenha algo de biográfico, lúdico e romanesco. Leitor de Marcel Mauss, autor que lhe abriu os olhos para os "fatos banais" capazes de "descrever" o que somos, Perec buscou, em seus livros "sociológicos", sobretudo no de estreia, agraciado com o prêmio Renaudot, responder à seguinte indagação: como olhar o cotidiano?
Conforme revela o subtítulo de As Coisas - Uma História dos Anos Sessenta -, o leitor entrará em contato, nesse breve romance publicado por Perec aos 29 anos de idade, com o horizonte de desejos (para usar uma expressão sua) de um jovem casal de 1960, que não era rico, mas desejava sê-lo, Jérôme e Sylvie, ambos "psicossociólogos" que ganhavam a vida entrevistando pessoas sobre assuntos variados, numa época de expansão das análises motivacionais na França. Narrado em terceira pessoa, o romance não é, no entanto, a narração onisciente padrão, pois suprime radicalmente o diálogo, a reprodução direta da voz dos personagens. Ao expor ao leitor a imensidão dos desejos do casal (que é o de possuir o que veem na revista L'Express, por exemplo, que "lhes oferecia todos os signos do conforto"), Perec aposta na descrição escrupulosa, cinematográfica, objetiva. Essa meticulosidade descritiva dá o tom do relato, desde o início, um relato que exclui, curiosamente, a intensidade erótica, o desejo sexual: "A primeira porta abriria para um quarto, de piso revestido por um carpete claro..."
O narrador vasculha desejos ("O mundo, as coisas deveriam desde sempre lhes pertencer, e eles teriam multiplicado os sinais de possessão") e relações sociais ("Quase todos vinham da pequena burguesia, e seus valores, pensavam, não lhes bastava mais: olhavam com inveja, com desespero, para o conforto evidente, o luxo, a perfeição dos grandes burgueses"), adentrando num mundo nada ideal que "começava a desabar sob o amontoado dos objetos", daí a importância dos catálogos, das enumerações, de que se alimenta o estilo descritivo do jovem Perec. O pequeno mundo familiar do início dos anos 60, visto da perspectiva dos protagonistas, vai ganhando, página após página, novas nuanças, então o leitor descobre, nas corriqueiras "pesquisas de opinião", algo improvisadas e amadoras, perguntas de outra ordem sobre o regime do general De Gaulle, a Guerra da Argélia, os anos que vão de 1959 a 1962... Os protagonistas, porém, logo dão as costas ao engajamento político e continuam aplicando sem interrupção os costumeiros questionários de estudos motivacionais.
Os personagens pequeno-burgueses de As Coisas pertencem todos, como Jérôme e Sylvie, aos meios da publicidade e são cinéfilos. Consideram, e com razão, segundo o narrador, o filme O Ano Passado em Marienbad (1961), de Alain Resnais, "uma merda". No entanto, facilmente se verifica (é uma das grandes ironias do romance) que a mansão barroca desse filme está lá, escondida ou deformada, no pequeno apartamento parisiense dos protagonistas, e que os planos em movimento por corredores, usados por Resnais na sua obra-prima, menos a decoração magnífica, também abrem o delicioso romance de estreia de Perec: "O olhar, primeiro, deslizaria sobre o carpete cinza de um corredor comprido, alto e estreito..."
Pequeno-burgueses, Jérôme e Sylvie são cinéfilos e vivem atolados no mundo da propaganda
* É ENSAÍSTA, TRADUTOR, POETA. PUBLICOU, ENTRE OUTROS LIVROS FIGURANTES (ILUMINURAS, 2011). ENSINA LITERATURA, É EDITOR NA UFSC.
Abraço a todos,
Marcos.

RUFUS WAINWRIGHT - ACROSS THE UNIVERSE

Adoro esse música...
Adoro esse cantor, o bilhante Rufus Wainwright...
Saudades do momento em que tive acesso a essa música...



Across The Universe

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my open mind,
Possessing and caressing me.
Jai guru deva om.

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a million eyes,
and call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,
They stumble blindly as they make their way across the universe.
Jai guru deva om.

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Sounds of laughter shades of love are ringing through my open mind,
Inciting and inviting me.
Limitless undying love which shines around me like a million suns,
It calls me on and on across the universe.
Jai guru deva om.

Nothing's gonna change my world (8X)

Jai guru deva,
Jai guru deva,
Jai guru deva,
Jai guru deva...

Através do Universo

Palavras voam como uma chuva sem fim dentro de um copo de papel
Elas deslizam enquanto passam, escorregam através do universo
Poças de sofrimento, ondas de alegrias estão flutuando pela minha mente aberta
Me possuindo e me acariciando
Glória ao mestre Om

Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo

Imagens de luzes aos pedaços que dançam na minha frente como milhões de olhos
E me chamam através do universo
Pensamentos serpenteiam como um vento incansável dentro de uma caixa de correio
Eles tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho através do universo
Glória ao mestre Om

Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo
Nada vai mudar meu mundo

Sons de risadas, tons de terra reverberam pela minha mente aberta
Me estimulando e me convidando
Um amor infinito e sem limite que brilha em minha volta como milhões de sóis
E me chamam através do universo
Glória ao mestre Om

Nada vai mudar meu mundo (8x)

Glória ao mestre
Glória ao mestre
Glória ao mestre
Glória ao mestre

Abraço afetuoso a todos,
Marcos.